Soldado israelense e quatro palestinos morrem em escalada da violência em Gaza

Parente de palestino morto lamenta na Faixa de Gaza 20/7/2018 REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

 

O soldado foi o primeiro a ser morto no front de Gaza em serviço desde uma guerra de 2014 entre Israel e o Hamas, disse um porta-voz do Exército israelense. Ele estava em “atividade operacional” quando, junto a outros colegas, foi atacado, segundo os militares.

Ao menos quatro palestinos foram mortos em ataques subsequentes de Israel, de acordo autoridades médicas palestinas. O Hamas, um movimento armado islâmico que controla Gaza, disse que três dos mortos eram combatentes seus. O quarto era um manifestante, disseram residentes locais e médicos. Ao menos 120 pessoas de Gaza ficaram feridas.

Autoridades de segurança do Egito e um diplomata de outro país não-identificado disseram que estavam em contato com o Hamas e Israel em um esforço para restaurar calma e evitar mais deteriorização, disse uma autoridade palestina à Reuters. Gaza estava relativamente silenciosa após meia noite, disseram moradores.

Segundo um porta-voz do Hamas, o grupo e Israel concordaram em restaurar a tranquilidade na Faixa de Gaza. “Com os esforços do Egito e da ONU, concordou-se em voltar à fase de calma entre Israel e as facções palestinas”, disse à Reuters o porta-voz do Hamas Fawzi Barhoum.

Israel afirmou que suas aeronaves e tanques atingiram dezenas de alvos do Hamas e pontos ao longo da Faixa de Gaza, incluindo um local de drones, sistemas de defesa aéreos e postos de observação.

“O evento que ocorreu hoje é algo que não podemos tolerar e permitir que se torne uma norma de rotina, foi a razão de termos retaliado e por isso que continuamos a alvejar posições pertencentes ao Hamas”, disse o tenente-coronel Jonathan Conricus, porta-voz do Exército isralense.O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, realizou discussões emergenciais com colegas de gabinete e chefes militares sobre a escalada, que ocorre após quatro meses de protestos palestinos na fronteira.

Por (Reuters)

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