Bombeiros voltam atrás: 44 vítimas de desabamento não foram encontradas

Edifício em chamas desabou na madrugada desta terça-feira (1º).

Bombeiros voltam atrás: 44 vítimas de desabamento não foram encontradas

Corpo de Bombeiros anunciou nesta quarta-feira (2) que o número de pessoas desaparecidas que podem estar nos escombros do prédio desabado no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, continua sendo 44.

A informação foi publicada nesta manhã na conta oficial da corporação no Twitter e confirmada pelo coordenador de Emergências de Assistência Social da Prefeitura, Cesar Ernandes, em entrevista à TV Globo News.

No prédio Wilton Paes de Almeida, antiga sede da Polícia Federal, localizado na avenida Rio Branco, moravam cerca de 146 famílias, um total de 372 pessoas, segundo os dados dos Bombeiros.

Durante a madrugada, um porta-voz havia informado que o número de desaparecidos tinha sido reduzido para 29. Dentre as pessoas, há um homem que estava sendo resgatado no momento da queda do prédio. A prefeitura informa que 320 pessoas já foram cadastradas como desabrigadas e 40 delas buscaram atendimento na assistência social.

Atualmente, há aproximadamente 160 homens e 57 viaturas no combate a pequenos focos de incêndio e na remoção de escombros.

De acordo com o major Max Schroeder, a operação será realizada em três frentes, sendo o rescaldo e o resfriamento da área, as buscas pelo desaparecido e a liberação de algumas vias da região.

Ontem (1), a prefeitura deixou equipamentos, retroescavadeira e tratores à disposição da equipe para que fossem usados para retirar alguns escombros do local. A estimativa é que o Corpo de Bombeiros leve 48h para começar a mexer na estrutura do edifício.

Os trabalhos poderão durar ao menos uma semana. Entre os equipamentos usados, há câmeras instaladas em drones que detectam calor, o que faz com que seja possível a identificação de pessoa com sobrevida.

Na madrugada do feriado do “Dia do Trabalho”, o imóvel de 24 andares desabou após ser atingido por um incêndio, que pode ter começado no quinto andar do prédio às 1h30. O local era ocupado por movimentos sociais e 45 dias antes a Defesa Civil fez uma vistoria no prédio e afirmou que não havia risco estrutural. Com informações da Ansa.

POR ANSA

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